A câmera como um lápis,

o lápis como uma câmera

Um prólogo, quatro partes, um epílogo: assim seria construído ¡Que viva México! Cada parte seria dedicada a um artista plástico: o Prólogo a David Alfaro Siqueiros, Zandunga a Jean Charlot, Fiesta a Francisco de Goya, Maguey a Diego Rivera, Soldadera a José Clemente Orozco e o Epílogo a José Guadalupe Posada. Em parte porque o filme foi, “antes de mais nada, pensado do ponto de vista do plano”, foi pensado como uma conversa entre o cinema e a pintura e se fez, na realidade, metade nas imagens filmadas metade nas séries de desenhos produzidos por Eisenstein no México.

 

Depois de dedicar atenção especial aos processos de montagem no cinema, ele começava a se perguntar se não deveria dedicar “toda uma obra (do ponto de vista da pesquisa formal) à questão da natureza da composição do quadro”: repensar o plano a partir de uma reinvenção crítica dos exemplos de Rivera, Orozco, Posada, Goya, Siqueiros, Charlot, e também, entre outros, a julgar pelas muitas nuvens no céu e pelo olhar de baixo para cima, de El Greco e de Gerardo Murillo Coronado, o Dr. Atl.

 

 

¡ Que viva México! de Sergei Eisenstein

Imagens de Maguey, como um exemplo: Sebastián, enterrado de pé para ter a cabeça arrebentada pelas patas dos cavalos que passam em disparada. Ao lado de Sebastián, dois outros peões que acompanharam o amigo na revolta contra o fazendeiro. Além do que revelam as linhas de composição dos planos, a presença da pintora Isabel Villaseñor no papel de Maria, a noiva de Sebastián, é um outro sinal do dialogo que se propõe aqui entre o cinema e a pintura

¡ Que viva México! de Sergei Eisenstein

 

¡ Que viva México! de Sergei Eisenstein

 

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¡ Que viva México! de Sergei Eisenstein

 

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